Piso de alta resistência

Um piso de alta resistência é indicado para locais de grande trânsito. Seja de máquinas, seja de pessoas. São vários os tipos disponíveis no mermado, cada um sugerido de acordo com o nível de resistência necessária para o ambiente.

De modo geral, todos os pisos deste tipo possuem resistência mecânica, à abrasão e a produtos químicos. Contudo, eles são classificados de acordo com a maior resistência que possuem. Ou seja, há aqueles com resistência mecânica, os com resistência à abrasão, resistência às manchas, atuantes contra o escorregamento, e os resistentes a ataques químicos.

Tipos de piso de alta resistência

Um piso com resistência mecânica tem relação direta com a absorção da água. Quanto menor a absorção e infiltração do pavimento, maior sua resistência. O piso com índice de resistência à abrasão, por outro lado, sofre poucos desgastes ao longo dos anos. Assim, ele pode durar um grande período sem necessitar ser trocado ou sofrer grandes reparos.

Já o piso resistente a manchas tem ótima performance especialmente contra líquidos de cor intensa. Ele costuma ainda ser mais fácil de limpar, geralmente demandando apenas água e sabão neutro. Há ainda os pavimentos que pouco escorregam, e que oferecem maior segurança ao usuário. Normalmente, sua superfície é áspera ou rugosa, em vez de lisa.

Finalmente, o piso ideal para fábricas são aqueles com resistência a químicos. Caso uma superfície diferente seja utilizada, o tempo de uso do solo pode ser menor do que ideal, demandando renovação constante. Assim, prefira este tipo de piso de alta resistência se o ambiente ficar sujeito a substâncias aquecidas, ou a ácidos.

Que pavimento utilizar?

De forma geral, um piso de alta resistência é utilizado para indústrias, estacionamentos, escolas, hospitais. Ou seja, para locais em que o trânsito de pessoas e de máquinas é constante, demandando um solo com grande resistência.

A maior parte destes pisos é produzido com concreto usinado e fibras, metálicas ou sintéticas. Seus tipos de acabamento variam, de acordo com o ambiente de aplicação. Para shoppings, por exemplo, é mais interessante que o pavimento de concreto tenha acabamento polido e brilhante. A alternativa tem um aspecto mais bonito.

Em estacionamentos, contudo, o visual áspero do próprio concreto é suficiente. Para cada tipo de acabamento, são indicados pisos diferentes, e há especificações diferentes determinadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Entre os pisos de alta resistência disponíveis no mercado, podemos citar o Epóxi. Feito de um plástico termofixo, ele é aplicado ainda na forma líquida no chão. Em seguida, endurece, graças a sua mistura a um agente catalisador. O produto é um dos preferidos para a pavimentação de indústrias.

O granilite, por outro lado, tem característica mais decorativa. Isso porque, ele é produzido por meio da mistura entre cimento e pedaços de pedras variadas, de vários tamanhos. Nessa composição, podem entrar pedaços de quartzo, calcário, mármore e vários outros.

Como último exemplo, há o cimento queimado. Ele é aplicado por meio da argamassa líquida, que em seguida recebe uma camada do concreto em pó, “polvilhado” sobre a primeira. O resultado é uma superfície extremamente resistente.

Polimento de piso

Fazer o polimento de piso é algo possível tanto no momento da aplicação, quanto para a manutenção adequada. No primeiro caso, o objetivo é obter um pavimento brilhante e bonito. No segundo, o propósito é conservar essas características pelo maior tempo possível. Na manutenção, o polimento ainda garante a segurança dos usuários que utilizam o espaço.

Antes mesmo deste cuidado, contudo, é importante saber que piso escolher. Existem materiais mais indicados para a instalação em espaços com grande circulação de pessoas. Outros são mais “frágeis”, e por isso sugeridos para espaços com tráfego mais brando. Ter atenção a estes pontos garante que o piso escolhido terá maior durabilidade.

Polimento de piso: mármore e granito

Mármore e granito são muitas vezes confundidos pelos consumidores. Contudo, o primeiro é menos poroso, e por isso mais liso e brilhante. O mármore é um piso frio, de grande durabilidade, e que requer cuidados constantes. Isso porque, ele é bastante suscetível a arranhões, assim como a escorregões. Logo, ele é mais indicado para ambientes residenciais.

Por outro lado, pisos de granito são mais porosos, mas menos sujeitos a arranhões. Ele tem grande resistência a produtos químicos.

Ambos os pavimentos podem ser facilmente limpos com água e sabão, apesar de o granito ser mais suscetível a manchas.

Para o polimento do mármore e do granito, são necessárias quatro etapas. A primeira é a raspagem, feita por meio de uma lixa grossa. A lixa retira crostas de sujeira do piso, e o nivela. Em seguida, é feita a reparação de rachaduras. Neste caso, é aplicada uma massa plástica na superfície, que preenche os espaços danificados.

Logo depois, vem o polimento em si. O processo é realizado por meio de pedras de grana fina, que não arranham o piso. Isso deixa a superfície bastante lisa. Para finalizar, é feita a impermeabilização do chão, o que o protege contra manchas.

Cerâmicas e porcelanato

Para o polimento da cerâmica e do porcelanato, os processos utilizados são bastante semelhantes. Para cada um, é sugerido o uso de produtos em pó específicos para esse cuidado. As máquinas polidoras facilitam bastante a revitalização do pavimento.

O piso cerâmico é um dos mais utilizados no Brasil, especialmente nas residências. Ele é indicado para espaços de pouca circulação, e conta com enorme variedade de cores e desenhos disponíveis no mercado. Sua manutenção diária é simples, e é indicado que o piso passe por polimento a cada 12 meses.

Já o porcelanato é mais resistente, e vem ganhando espaço por sua enorme beleza. Seus quadros são também maiores, o que otimiza sua instalação durante a construção do imóvel. O item é produzido por meio da mistura entre argilas, feldspatos, areia e outros materiais. Assim como a cerâmica, sua manutenção diária é simples, podendo ser feita com água e sabão neutro.

Outros tipos de piso também requerem polimento, como o concreto e o epóxi. Seja qual for o caso, o ideal é que o processo seja realizado por empresa especializada. Isso vai garantir um visual novo e bonito após o polimento de piso.

Execução de pavimento rígido

Para a boa execução do pavimento rígido, é fundamental a contratação de uma empresa especializada. Com as máquinas e experiência necessárias, a companhia poderá entregar a obra com a maior qualidade possível.

Entende-se por pavimento rígido o piso feito de concreto. Ele é assim chamado especialmente por sua durabilidade: o piso pode operar por até 30 anos, apenas com a necessidade de pequenas manutenções periódicas. Os chamados pisos flexíveis, por outro lado, têm durabilidade de apenas 10 anos.

Outro destaque deste tipo de material é o modo de distribuição da carga. As placas de concreto utilizadas na construção distribuem quase que uniformemente as cargas. Isso evita que o peso de tráfego se concentre em um único ponto, o que, muitas vezes, é a causa de rachaduras e buracos no pavimento.

De forma geral, o concreto é utilizado em locais de grande tráfego, como corredores de ônibus e vias de circulação rápida nas cidades. Contudo, ele também pode ser utilizado em residências, calçadas e indústrias, desde que se encaixe bem no projeto de construção. O ideal é que o projeto seja estabelecido por um arquiteto capacitado e de confiança.

Vantagens do pavimento

Apesar de ser mais caro do que outras opções, o pavimento rígido tem ótimo custo-benefício. Afinal de contas, ele requer apenas algumas manutenções periódicos, que consertarão pequenos defeitos. Por outro lado, o gasto com a manutenção de outros tipos de superfície é bem maior, e os cuidados necessários são constantes.

Há ainda diversas outras vantagens de uso do material. O concreto, por exemplo, não promove aquaplanagem, mesmo quando a chuva é intensa. Assim, os motoristas encontram maior segurança ao dirigir.

Ao mesmo tempo, a superfície não sofre grandes deformações, como buracos e trilhas de rodas. Substâncias derivadas do petróleo, como o óleo e a gasolina, também não possuem poder de corrosão do pavimento. Ademais, a visibilidade da estrada é maior do que em vias comuns, o que diminui os gastos com a iluminação pública.

Existem ainda outras economias garantidas pela estrutura rígida. Como a economia de combustíveis de ônibus e caminhões, que pode chegar a 20%. São igualmente menores os custos de manutenção dos veículos, em relação aos freios, pneumáticos e suspensão do auto.

Execução do pavimento rígido

De modo geral, a execução do pavimento rígido consiste no espalhamento do concreto sobre o solo. Para isso, é importante que o solo esteja nivelado e “batido”, bastante compacto para a aderência da massa. Em seguida, é aplicado o concreto sobre a superfície. O concreto é a mistura entre o cimento, água, pedra e areia. Como a aplicação normalmente é feita em grandes extensões, são utilizadas máquinas específicas para o trabalho.

Pavimento de Concreto Simples (PCS)

Alguns passos a mais podem ser necessários na aplicação, dependendo do tipo de concreto utilizado. Basicamente, o modo de fazer citado, sem nenhum outro acréscimo, funciona para o PCS. É importante destacar que o concreto aqui utilizado é mais resistente do que o utilizado para a estruturação de edificações. O pavimento também possui juntas serradas, pouco espaçadas, que garantem maior durabilidade e expansão correta do produto.

Pavimento de Concreto Armado (PCA)

Uma segunda opção é o PCA. Neste caso, o concreto é chamado de armado porque sua superfície conta com uma malha de aço. É sobre essa malha que a massa é aplicada. O resultado é uma superfície ainda mais resistente e duradoura do que a comum.

PCAC e PCPM

No caso do pavimento de concreto com armadura contínua (PCAC), o concreto tolera a fissuração de retração. Enquanto isso, o pavimento de concreto pré-moldado (PCPM) é feito por meio da instalação de placas de grandes dimensões, placas essas que trabalham em regime elástico.

Pavimento de Concreto Protendido (PCPRO)

Já o PCPRO passa pelo processo de protensão. Isso significa que é feita malha de ferro sobre a superfície do solo. Em seguida, cada cabo de aço recebe certa tensão, sendo pré-alongado. O passo final é a aplicação do concreto e a sua cura, o que resulta em um material bastante resistente a ações externas.

Whitetopping (WT)

Existe ainda o chamado WT. Nele, é feita uma nova camada de revestimento sobre uma estrutura de concreto já existente. A camada pode ser aplicada por meio de qualquer uma das opções de citadas anteriormente.

Whitetopping Ultradelgado (WTUD)

Por fim, no WTUD a superfície já existente recebe uma camada delgada de concreto. Aqui, é importante primeiro que o asfalto seja fresado, ou seja, limpo e nivelado com a ajuda de uma máquina fresadeira. Para facilitar a aderência do novo material, as juntas de contração são ainda serradas com pequenos espaçamentos.

Qual piso escolher?

Definir o tipo de pavimento rígido a ser utilizado na construção é uma tarefa complicada para um indivíduo leigo. Isso porque, é necessário avaliar uma série de fatores, como a extensão da obra, o objetivo e tipo de tráfego do pavimento, a resistência necessária e muito mais.

Dessa forma, é fundamental contar com o auxílio de um arquiteto capacitado, que vai poder definir a melhor alternativa ao seu projeto. Isso tanto para uma grande obra, quanto para aplicação do pavimento de concreto na sua residência e empresa.

Caso o piso rígido não seja a melhor alternativa, o profissional ainda vai poder indicar qual tipo de superfície seria a adequada. Todo este cuidado é essencial para garantir o sucesso da obra, além da sua durabilidade. Afinal, de nada adianta investir em um piso que vai se desgastar rapidamente.

As opções de pavimentos disponíveis no mercado ainda podem contar com grande beleza associada. E mesmo um piso de concreto pode possuir essa característica. Para residências, por exemplo, é indicado utilizar o chamado cimento queimado, que possui resistência muito semelhante aos já citados. O cimento queimado é feito por meio da argamassa que, ainda mole e já aplicada, recebe o “polvilhamento” de cimento em pó. O resultado é uma superfície com aspecto mais seco, mas muito atraente. Especialmente se o objetivo é obter um ambiente mais moderno e jovem. Lembre-se apenas de combinar bem o visual e a resistência desejada na hora da escolha do pavimento.

Korodur

Também chamado de piso industrial, o piso korodur é uma ótima opção de pavimento. Resistente à abrasão e a impactos mecânicos, ele possui grande densidade. Conta ainda com a capacidade de suportar temperaturas extremas.

O pavimento é indicado, por exemplo, para câmaras frigoríficas com temperaturas de até -30° C. Temperaturas altas, de até 150°C, também são suportadas pelo piso. Ou seja, os ambientes com as mais severas condições ganham bastante com este tipo de pavimento. Afinal, apesar das circunstâncias, o produto se mantém bem conservado e sem fissuras.

Desta forma, o korodur é indicado para ambientes como indústrias e terminais de carga, onde o tráfego de máquinas e pessoas é intenso. Abatedouros, oficinas, depósitos, galpões e armazéns, que suportam grande carga, são igualmente beneficiados pelo uso do material. Tais quais câmaras de preparo, hangares e incubatórios.

Como o pavimento é aplicado?

A aplicação do piso korodur pode acontecer ou na construção ou na reforma de um espaço. Para isso, a mistura que dá origem ao pavimento deve ser espalhada por sobre um espaço limpo, já concretado ou não.

Os produtos que compõem o piso são de alta tecnologia, e juntos criam a enorme resistência que a superfície oferece. Os materiais incluem cimento, areia e compostos rochosos selecionados. Ou seja, pedaços, de tamanhos variados, de quartzo, granitina, mármore e outras pedras que o consumidor achar interessante.

Essa mistura é aplicada com espessura entre 8 mm e 15 mm, de acordo com o projeto do espaço. Após a obra, o tráfego moderado sobre o pavimento é liberado em 96 horas (4 dias). Já o tráfego normal, de grande número de indivíduos e máquinas, é possível após 7 dias de secagem do piso. Também é preciso aguardar uma semana para aplicação das temperaturas extremas às quais o korodur suporta.

O resultado visual do produto é bastante atraente, com pequenas pedras formando mosaicos. Seu aspecto pode ser polido ou semi polido, de acordo com o desejo do consumidor. Quando semi polido, o produto é indicado para locais constantemente sujeitos a umidade – a característica menos escorregadia vai evitar acidentes quando a superfície estiver molhada.

Para facilitar a aplicação do piso, e reparações futuras, a superfície é “dividida” em grandes quadrados. Para isso, o pedreiro responsável utiliza juntas plásticas, que separam o espaço em painéis. Essas juntas são fixadas sobre a areia do contrapiso, com a ajuda da argamassa. Além de para manutenção futura, essa separação ajuda na dilatação do piso, durante a obra, e no seu adequado nivelamento.

Manutenção da superfície

Como já citado, o korodur tem grande resistência mecânica. Isso não significa, contudo, que ele não preciso de manutenção periódica. Sua limpeza no dia a dia é simples, feita apenas com água e sabão neutro. A cada 12 meses, mais ou menos, ainda é necessário contratar empresa especializada para seu “conserto” e polimento. Assim, o piso terá durabilidade muito maior ao longo dos anos.

Ao realizar sua manutenção, então, a empresa faz a análise do pavimento. Depois, realiza a correção de qualquer trinca e infiltração que possa existir. Apesar de não serem comuns, esses problemas são sempre possíveis. Em seguida, a superfície ganha polimento, com produtos próprios e máquina polidora. Isso garante o renivelamento do pavimento, assim como seu brilho e beleza característicos.

Vantagens do piso korodur

São diversas as vantagens de uso do piso korodur. A começar pela sua superfície lisa, fácil de caminhar e de transitar com máquinas. Sua pouca incidência de juntas também facilita este tráfego, além de tornar a limpeza do piso mais simples. Sujidades dificilmente se agarram nas separações no piso, ou mesmo em sua superfície. Para mantê-lo limpo, basta utilizar água e sabão neutro.

Importante ainda dizer que o korodur não acumula poeira e não é tóxico, e que ele possui manutenção bastante barata. Como citado anteriormente, é interessante contratar, periodicamente, empresa para um cuidado mais profundo do pavimento. O nivelamento e polimento rotineiros tornam a superfície muito mais resistente e duradoura.

Outro benefício do pavimento é sua incrível durabilidade – são anos e anos possíveis de uso, desde que sua devida manutenção seja mantida. Ele ainda possui alta resistência à abrasão e não arranha. Impactos não costumam causar danos ao espaço, e dificilmente o material mancha. Sua resistência, aliás, inclui proteção contra produtos específicos, como ao óleo mineral, ao petróleo e seus derivados, e a solventes.

De qualquer modo, é importante evitar o acúmulo de líquidos sobre o piso sempre que possível. Assim, as chances de escorregamento dos indivíduos se tornam menores. Ainda assim, o pavimento é impermeável.

Microcimento

O microcimento é um revestimento que tem se tornado cada vez mais popular. Liso e com visual marmorizado, a opção é feita por meio da mistura entre o cimento (com partículas reduzidas), resinas sintéticas, aditivos, aglomerantes hidráulicos e pigmentos.

A aparência do produto, muitas vezes, é comparada pelos consumidores ao cimento queimado. O cimento queimado é uma alternativa de cobertura produzida sem nenhum uso do fogo, apesar do que o nome sugere. Para sua aplicação, a argamassa mole é produzida com cimento, agregados minerais e resina que oferece aderência e elasticidade. Ela é distribuída sobre a superfície. Em seguida, o espaço recebe o “polvilhamento” do cimento em pó. Quando todo o material seca, o efeito visual obtido é bastante bonito.

Para aplicar o cimento queimado, contudo, é necessário utilizar juntas plásticas. Isso “separa” o pavimento em grandes quadrados, diminuindo suas chances de fissura.

No caso do microcimento, porém, não são necessárias juntas. O produto pode ser aplicado de forma contínua, sem nenhum tipo de divisão, e cria um resultado mais monolítico. Por possuir alta elasticidade, o produto não fica sujeito a trincas. Além disso, o aspecto marmorizado do microcimento é muito mais marcante do que o da primeira opção.

Usos do microcimento

Com sua aplicação fácil e bonita, o microcimento é indicado para as mais diferentes superfícies. Ele pode, por exemplo, cobrir o pavimento de qualquer cômodo. Fica igualmente interessante nas paredes, na bancada da cozinha ou da pia do banheiro, e cobrindo móveis.

Escadas, teto, piscina, garagens, fachadas e terraços também podem aproveitar da opção. Contudo, é importante ter em mente que o resultado é mais moderno, e sempre único. Não há como prever o marmorizado que será criado. Logo, invista apenas se possuir o desejo de inovar.

Como aplicar o microcimento?

Ao definir o uso do microcimento em casa, ou na sua empresa, primeiro é necessário contratar profissional especializado. Caso seja mal aplicada, o efeito da superfície será desastroso visualmente, além do piso ficar sujeito a fissuras e a outros problemas. Por isso, mesmo que o passo a passo seja simples, não se “aventure” sozinho nessa empreitada.

O profissional contratado, então, vai realizar a preparação da superfície de aplicação. Uma vantagem do microcimento é que ele pode cobrir qualquer superfície já existente, excluídas a madeira e as que sofrem deformações. Isso diminui a criação de entulho, e otimiza a realização da obra.

Assim, é possível sobrepor a massa em azulejos, porcelanato, cimento, pedras e mais. Independentemente do tipo de cobertura anterior, contudo, é fundamental garantir que ela esteja nivelada. As superfícies também precisam estar limpas, e livre de produtos como óleos e graxa. Qualquer sujidade pode prejudicar a aderência do produto, o que está longe do ideal.

Em seguida, a massa é preparada. Para isso, são unidos o pó cimentício e os agregados já citados anteriormente. A quantidade de cada produto varia de acordo com a superfície em que a massa será aplicada.

Uma base de microcimento é feita de modo artesanal. Logo, a aplicação da mistura é feita manualmente, com espátulas. Geralmente, são aplicadas entre 6 a 10 camadas de material, o que resulta numa espessura de 2 mm ou 3 mm.

Na hora da finalização, são utilizadas resinas acrílicas e poliuretano bicomponente. O acabamento obtido pode ser brilhante, mate ou acetinado, de acordo com o que o consumidor achar mais interessante à sua decoração.

Vantagens do microcimento

Sem dúvida, uma das principais vantagens de uso do microcimento é sua resistência, em diferentes âmbitos. Primeiro, o material é classificado na categoria A de resistência ao fogo. Sua proteção contra impactos mecânicos é igualmente elevada, o que torna a superfície ideal para áreas de grande tráfego. Dessa forma, o produto é indicado tanto para residências, quanto para ambientes como shoppings e hospitais, que possem trânsito intenso de pessoas e objetos.

Outra resistência do produto é contra os raios UV do sol. Ou seja, ao longo do tempo ele não tem seu visual prejudicado, mesmo que sofra exposição constante à luz solar.

Ao mesmo tempo, o microcimento conta com inúmeras opções de acabamentos e cores. Dessa forma, é fácil combinar o material com o restante da decoração do imóvel, saindo do tradicional cinza. Claro que tons acinzentados podem ser ótimos, mas quem deseja uma casa mais colorida contará também com suas alternativas.

Dependendo do modo de aplicação do produto, ainda é possível obter padrões, “desenhos” mais específicos no marmorizado. Assim, é importante conversar com o responsável pela obra e verificar suas sugestões.

A impermeabilidade é outra vantagem incrível deste tipo de superfície. Além de não absorver água, o produto não mancha, mesmo que o líquido tenha cor intensa, como é o caso do vinho, por exemplo. Dessa forma, a alternativa é uma das mais interessantes para ambientes constantemente úmidos, como a cozinha e o banheiro.

Finalmente, é necessário citar a facilidade de manutenção das estruturas de microcimento. Para a retirada de sujidades, o consumidor precisa apenas utilizar água, sabão neutro e um pano úmido. Como não sofre infiltrações ou fissuras, sua conservação ao longo dos anos é igualmente facilitada.

Devo escolher a opção?

Ainda está com dúvidas sobre aderir o microcimento, mesmo após conhecer as vantagens e o passo a passo do produto? Isso é simples de resolver. Você precisa apenas considerar dois pontos: a decoração da sua casa e a durabilidade desejada.

Em relação à decoração, é essencial considerar que o microcimento cria um visual mais moderno. Assim, é importante que os objetos, móveis, paredes e outras estruturas do imóvel também tenham essa vibe. O aspecto urbano é igualmente garantido, e por isso a opção poderia destoar de uma casa de campo, por exemplo. Na hora da escolha das cores do material, é ainda importante avaliar a combinação com o resto do ambiente, para que não haja grande contraste.

Já a durabilidade é um aspecto mais fácil de considerar. Se o seu objetivo é obter um piso, ou uma parede, ou outros, que durem por (quase) uma vida inteira, o micro é incrível opção! Afinal de contas, o cimento utilizado tem ótima resistência, e sua elasticidade elimina o risco de fissuras.

Piso industrial

Existem dois tipos principais de piso industrial: o de cimento e o epóxi. Ambos possuem grande resistência, suficiente para suportar o tráfego de pessoas, máquinas e cargas bastante pesadas.

Para a escolha do melhor piso para a indústria, é fundamental contar com o auxílio de um profissional da engenharia ou arquitetura. Apenas o especialista poderá indicar a opção adequada àquele ambiente e às cargas que serão suportadas.

Dessa forma, a escolha pelo tipo de pavimento passa por algumas etapas. Primeiro, há a análise do terreno da indústria, que avalia a capacidade de drenagem e a compactação do solo. O profissional ainda vai indicar as especificações dos materiais necessários, e o modo de execução do projeto. Por fim, poderá sugerir o acabamento mais interessante à atividade, garantindo que o chão não sofra arranhões ou fissuras. Caso necessário, também poderá aderir à aplicação de caixas de passagem, canaletas e outros recursos.

Piso de concreto

São dois os modos de aplicação principais do piso de concreto em um ambiente industrial. O primeiro é feito apenas com o cimento simples, sem qualquer tipo de estrutura para reforço da superfície. Já no segundo caso, é utilizado o chamado concreto armado, que conta com uma malha de aço. A malha é posicionada no solo, e só depois a argamassa é distribuída.

Ambas as alternativas são muito resistentes, mas o concreto armado tem capacidade de resistência ainda maior, pois as armaduras conseguem controlar melhor as tensões a que o chão é submetido. Bastante quadriculadas, elas criam o suporte, especialmente, a impactos mecânicos. A malha de aço pode ser simples ou dupla, algo decidido de acordo com a tensão no pavimento. Além do aço, é possível utilizar macrofibras de origem polimérica.

O concreto para aplicação no piso é formado pela mistura entre cimento, água, areia e brita. Pode ainda receber aditivos, de acordo com o projeto estabelecido para o espaço. Antes de seu espalhamento, o solo é completamente trabalhado. É necessário, por exemplo, nivelar o chão, e fazer o terreno de fundação. Em seguida vem a sub-base, placas de concreto e as juntas, para que só depois haja a aplicação da argamassa.

As juntas de dilatação são parte fundamental dessa pavimentação. Elas separam todo o espaço em grandes “quadrados”, e devem ser fixadas no chão previamente, com argamassa. São as juntas as responsáveis por facilitar o nivelamento do concreto. Com elas, o piso também corre menor risco de sofrer avarias, como fissuras.

Piso epóxi

Já o piso epóxi é mais atraente visualmente do que o concreto. Isso porque, ele tem aspecto plástico e monolítico, sem nenhum tipo de divisão por juntas. A alternativa é frequentemente utilizada para indústrias, garagens, hospitais e aeroportos.

As vantagens obtidas ao se utilizar o epóxi são as mais variadas. A começar por sua alta resistência: o material suporta grandes cargas, não é danificado com impactos, e ainda é resistente a temperaturas altas ou muito baixas. Produtos químicos também não prejudicam o revestimento, uma característica muito interessante às indústrias, já que itens químicos fazem parte da maioria dos processos de produção.

Ao mesmo tempo, o produto possui alta durabilidade. Tanto devido à sua resistência, quanto à sua facilidade de limpeza. Sujidades dificilmente se acumulam sobre a superfície, eliminando o risco de manchas ou desgastes pela sujeira.

Outra característica interessante deste tipo de piso é sua capacidade impermeável. O produto não absorve nenhum tipo de líquido, o que também contribui para sua durabilidade. Além disso, ele é bastante seguro contra escorregões, mesmo que possua uma superfície lisa.

Ademais, o epóxi pode ser aplicado sobre as mais variadas superfícies. Ou seja, muitas vezes não é necessário retirar o piso já existente para aplicar o novo pavimento. Isso economiza valores e diminui a bagunça feita em uma obra, uma vez que não são gerados resíduos da superfície anterior.

Como é feita a aplicação do epóxi?

Esse tipo de piso industrial é feito de um plástico termofixo, chamado de resina epóxi. O material endurece quando misturado a um agente catalisador – é isso que cria a enorme resistência do produto. São dois os modos principais de aplicação do pavimento: o espatulado e o autonivelante.

No caso da aplicação espatulada, a resina epóxi é misturada ao quartzo, obtendo a consistência de argamassa. Ela então é espalhada como o cimento, cobrindo toda a extensão desejada. Essa alternativa é a ideal para locais que exijam alta resistência mecânica e à abrasão.

Utilizar o piso autonivelante, por outro lado, é indicado para quem deseja um processo mais prático. Aqui, a resina epóxi possui consistência líquida, e não conta com a adição de quartzo. Ela é aplicada no chão com rodos, de modo que seja espalhada pela superfície. Com espessura final entre 1 mm e 5 mm, a forma autonivelante é muito utilizada em locais como cozinhas, garagens, escolas e quadras esportivas.

Que piso escolher?

A escolha entre o piso de concreto, o epóxi e qualquer outro deve ser feita com o auxílio de um profissional da Engenharia ou Arquitetura. Avaliando todas as condições e medições da indústria, o profissional poderá indicar o material mais vantajoso ao ambiente.

De qualquer modo, como foi possível perceber, concreto e epóxi são cheios de vantagens. Além de muito resistentes, os produtos têm manutenção facilitada, o que é muito interessante para fábricas. Para a retirada de sujidades, basta utilizar água e sabão neutro. No caso de manchas, uma limpeza mais direta pode ser feita com o auxílio de bomba d’água ou bucha.

É importante destacar que, apesar de não serem escorregadias, as superfícies devem ter o menor acúmulo de água possível. Afinal de contas, a água pode facilitar acidentes. Basta ter atenção no dia a dia do trabalho, e garantir a higienização rotineira do espaço.

Ambas as alternativas também são bastante duráveis. Para sua manutenção, é recomendado apenas avaliar, periodicamente, a ocorrência de fissuras ou furos. Caso ocorram, é importante convocar o responsável pela obra e solicitar a reparação do piso. Assim, o cotidiano da indústria não será afetado. Em todo caso, essa necessidade é bem pouco constante.

Piso de concreto industrial

Apesar do que o nome sugere, um piso de concreto industrial não é utilizado apenas em indústrias. Em vez disso, o material é indicado para shoppings, frigoríficos, pátios de manobra, estacionamentos, galpões de depósito e mais. Ou seja, para ambientes em que a carga sobre o pavimento é grande, seja ela de máquinas ou gerada pelo tráfego de pessoas.

Em locais desse tipo, um piso mais fraco poderia ser um problema. Isso porque, cargas exageradas tendem a “machucar” a superfície, causando desníveis, fissuras e até infiltrações. No caso de um pavimento de concreto, porém, a resistência do espaço é muito maior, e problemas desse tipo são mais facilmente evitados.

Outra diferença do piso de concreto industrial para pisos comuns é seu acabamento superficial. Para garantir uma maior resistência à abrasão ou às cargas específicas previstas, é possível utilizar especialmente dois meios de acabamento: o epóxi e o concreto polido.

O epóxi é uma opção obtida por meio de uma resina líquida. Misturada com um agente endurecedor de superfície, esse líquido se torna sólido e resistente. Seu visual pode ser fosco ou brilhante e, por causa desse acabamento mais atraente, ele tende a ser mais utilizado em espaços como shoppings.

Já o concreto polido é mais resistente do que o epóxi. Sua superfície é brilhante, e tem polimento realizado por meio de um equipamento apelidado de “helicóptero”.

Mais do que o acabamento diferenciado, o piso de concreto industrial se destaca porque possui alta taxa de armação. Dessa forma, em vez de ser produzido apenas por concreto, ele possui uma malha de aço que o sustenta. Essa malha de aço aumenta muito a resistência da superfície à abrasão, impactos e a produtos químicos.

Normas Técnicas

No Brasil, não há norma completa específica sobre a instalação de pisos industriais, que indique informações tanto sobre o projeto, quanto sobre a execução do piso. Por isso, muitas vezes os profissionais da área utilizam os parâmetros da ACI 302-1R – Guide for Concrete Floor and Slab Construction, determinados pelo Instituto Americano de Concreto (ACI – American Concrete Institute).

Além deste, é comum que plano e execução do pavimento sejam guiados pelo TR-3 – Concrete Industrial Floors, da Associação de Empreiteiros de Concreto (CCA – Concrete Contractors Association, da Inglaterra). Todas as informações destes documentos são bastante completas, e facilitam o uso do concreto industrial.

Execução do piso de concreto industrial

Sem dúvida, um dos pontos fundamentais do piso de concreto industrial é o seu projeto. Apenas por meio de um bom plano de execução é possível obter um pavimento resistente e bem-feito. Por isso, é fundamental a contratação de um profissional e/ou empresa especializada no assunto. Dessa forma você, consumidor, terá a certeza de obter o melhor serviço possível, com um piso duradouro e forte.

Para elaboração do projeto do piso, o especialista responsável vai realizar uma série de estudos sobre o ambiente. As avaliações preliminares geralmente indicam, por exemplo, as características topográficas do solo e as condições do ambiente. Mais do que garantir um bom resultado de execução, esses estudos permitirão um trabalho seguro e rápido.

No projeto executivo, então, ficarão definidas questões como o modo da estrutura, as instalações hidráulicas ou elétricas que se fizerem necessárias, um sistema de drenagem da água e mais. Com informações detalhadas em mãos, o cumpridor dos planos estará munido de dados para fazê-lo do modo adequado.

Execução da obra

Geralmente, a obra se inicia com a execução dos aterros e cortes no terreno. Isso quando é necessária a realização da terraplanagem – alguns ambientes não requerem este passo. Esse cuidado nivela o solo e retira elementos que possam atrapalhar a aderência do piso, como pedras.

É igualmente importante que o piso seja bem compactado. Isso vai garantir que a terra não “se soltará” durante a execução da obra, o que é fundamental para garantir a segurança do trabalho e a resistência objetivada no piso.

Em seguida, é preciso fazer a instalação da chamada barreira de vapor. Uma barreira de vapor nada mais é do que uma camada de lona plástica, colocada sobre a sub-base do pavimento. Essa lona normalmente possui espessura de 200 micra, mas a medida pode ser maior ou menor, dependendo do projeto realizado.

Logo depois, é feita a execução das formas metálicas ou de madeira. Serão elas as responsáveis por delimitar o espaço de instalação do piso, uma vez que bloquearão cada extremidade da superfície. Caso hajam pilares e caixas de drenagem da obra, as formas também delem limitar seus perímetros.

O passo seguinte consiste no posicionamento da tela nervurada, a malha de aço que potencializará a resistência do piso. Essa malha consiste no entrelaçamento de uma série de barras de metal, que formam um conjunto intrincado e forte.

Com todas essas etapas cumpridas, faz-se o despejo do concreto sobre a superfície do solo. Para facilitar o trabalho, a mistura de água, cimento, areia e agregados é distribuída por máquinas, sendo necessário que os trabalhadores apenas nivelem a massa. O ideal é que a concretagem do piso seja feita com concreto com resistência superior a 25 MPa.

Acabamento do piso

Assim que nivelada, a superfície precisa passar pelo processo de cura. A cura do concreto é realizada para desacelerar a evaporação da água da superfície. Isso garante a completa hidratação do cimento, e um resultado bastante mais satisfatório, uma vez que o produto irá secar gradualmente.

Durante este processo de cura, é preciso instalar juntas na área. A primeira junta possível de ser utilizada é a de construção, que permite dividir os panos de concretagem. Já a junta serrada é utilizada para a acomodação dos efeitos de retração.

Enquanto isso, a junta de encontro é posicionada nos encontros do piso com elementos como as caixas de drenagem e pilares. Seu objetivo é evitar que os esforços do piso sejam transferidos para estes elementos, o que poderia danificá-los.

O tempo necessário para a secagem completa do piso vai variar de acordo com a extensão da superfície. Assim que ele terminar, será necessário fazer o acabamento do piso – por epóxi ou polimento, por exemplo – e então aguardar a secagem também destas opções. Finalmente, então, o piso de concreto industrial estará apronto para ser utilizado.

Piso para quintal

O quintal de casa costuma ser um local bastante aproveitado. É lá que fica, por exemplo, a churrasqueira, ou então alguns bancos e redes para o lazer da família. O quintal, na frente ou na parte de trás do imóvel, também pode abrigar um jardim, uma horta, brinquedos e a piscina. Com tantas possibilidades assim, é compreensível que existam diversas opções de piso para quintal disponíveis no mercado.

Independentemente do que o quintal abriga, contudo, é necessário que o piso da área tenha característica antiderrapante. A escolha por qualquer pavimento deve se basear, antes de na beleza do material, nesse aspecto de segurança. Isso porque, a área externa de casa é a mais sujeita à água da chuva. Isso mesmo que o espaço seja coberto, uma vez que o vento pode levar a precipitação ao local.

Nessas situações, o piso do quintal pode se tornar escorregadio, o que gera o risco de quedas. Logo, é fundamental contar com um pavimento que reduza estes riscos. Ou seja, é fundamental contar com uma superfície antiderrapante.

Considerando essa característica, então, é possível escolher entre pisos como o bloquete, fulget, de pedras e mais. Conheça um pouco sobre acada um no texto!

Tipos de piso para quintal

1. Bloquete

O piso bloquete é um piso intertravado, ou seja, instalado como um “quebra-cabeças” e em que as peças, quando juntas, travam umas às outras. Isso significa que não é necessário o uso de nenhum agente colante entre os blocos, como o concreto, por exemplo.

Uma das vantagens deste tipo de pavimento é o seu visual. Formado por vários blocos, que podem ser de diferentes formas – retangulares, sextavadas etc. – o piso transmite a sensação de cuidado e detalhamento. Ao mesmo tempo, ele possui a capacidade de absorver a água da chuva, evitando o acúmulo de líquido ou o escorregamento dos indivíduos.

Para adaptar o piso ao ambiente mais facilmente, o bloquete está disponível no mercado em diferentes cores. A mais comum é a cinza, mas também há peças em verde, vermelho, amarelo e azul. Ao definir a opção como a melhor para o seu quintal, tenha atenção em adquirir blocos com pelo menos 60 mm, que terão resistência adequada. Se veículos transitarem sobre a superfície, é mais interessante que os blocos possuam ao menos 80 mm.

 

2. Piso drenante

Não é difícil reconhecer um piso drenante. A superfície é muito semelhante aos “chapiscos” aplicados em paredes, com um aspecto irregular e cheio de pequenos furinhos. Formado por placas de concreto, esse tipo de pavimento permite a passagem da água para o solo, o que evita seu acúmulo na superfície.

Além de resistente, o material é muito durável. Antes de escolhê-lo, contudo, é interessante considerar a presença de crianças em casa. Como é muito áspero, o piso pode facilmente provocar arranhões nas situações de queda.

3. Porcelanato externo

O porcelanato tem se tornado uma das opções preferidas dos consumidores, por sua enorme beleza e facilidade de limpeza. Geralmente, porém, ele é polido, e este tipo não pode ser aplicado em áreas externas. No entanto, há uma variação áspera do produto, ideal para a instalação em quintais. Nesse caso, a alternativa ainda será bastante bela, mas rústica.

Quando escolhe o porcelanato externo, é fundamental que o consumidor tenha o cuidado de instalar ralos no pavimento. Isso porque, o produto não permite a absorção do líquido, e é importante garantir o seu escoamento.

4. Cerâmicas externas

As caraterísticas da cerâmica externa são muito semelhantes ao citado sobre o porcelanato. Assim como o primeiro material, a opção é encontrada mais facilmente em sua versão polida e escorregadia, mas há versões mais rústicas, ideais para o quintal.

Outro aspecto importante da cerâmica é a sua resistência, que é classificada de 0 a 5. O ideal é obter cerâmicas de nível 5, mais resistentes para os impactos geralmente mais intensos do espaço externo de casa.

5. Piso de pedra

Pisos de pedra têm enorme potencial decorativo, e tendem a deixar o ambiente de fora do imóvel muito mais atraente. Entre as pedras mais utilizadas estão a Portuguesa, que tem aspecto claro e natural.

Em muitos dos casos, a instalação destes produtos é feito em forma de mosaicos, e não em grandes placas como a cerâmica ou o porcelanato. Assim, é mais que essencial contratar um especialista neste tipo de instalação.

6. Deck de madeira

Construir um deck de madeira é uma ótima opção especialmente para o redor de piscinas e hidromassagens. Sofisticada, a alternativa cria um belo visual no quintal, sendo fácil combiná-la com a decoração. Seu uso, de qualquer forma, requer cuidado, pois é necessário impermeabilizar o material e tratá-lo contra cupins. Do contrário, sua durabilidade será muito pequena.

7. Pisograma

Pisograma é a opção de pavimento formada por blocos de cimento e grama. Além de ter um belo aspecto, essa técnica permite o escoamento da água, já que existem os espaços por onde a grama cresce. Ao mesmo tempo, o produto tem fácil instalação, e pode ser removido do solo e levado a outro ambiente, se assim for desejado pelo consumidor.

8. Fulget

Também conhecido como granilite rústico, o piso fulget é produzido por meio da mistura entre o cimento, calcário, granito e outros fragmentos de pedras. Devido a estes fragmentos, o visual da superfície é bastante variado, com pequenos pedaços de pedra decorando-a. Este é o fulget tradicional.

Já o fulget natural, além dos materiais já citados, recebe em sua mistura resinas acrílicas. Essa opção é indicada para superfícies verticais, pois a resina facilita a aderência da mistura.

Também é importante destacar que este granilite rústico é diferente do granilite comum. Isso uma vez que o material comum tem acabamento liso e polido. Enquanto isso, o fulget tem a superfície áspera e irregular.

Combinações entre pisos

Lembre-se ainda que é sempre possível utilizar vários tipos de pisos para quintal de uma só vez. O pisograma e o deck, por exemplo, criam um belo visual se colocados juntos. É importante apenas avaliar as principais caraterísticas de cada pavimento, para que aspectos muito contrastantes não sejam unidos no espaço.

E então, qual piso para quintal é o seu favorito?

Piso bloquete SP

Assim como em qualquer cidade do país, o piso de bloquete SP é uma ótima alternativa para ambientes externos. Isso porque, o material possui características antiderrapantes, evitando acidentes causados por uma superfície molhada.

Um piso bloquete é um pavimento intertravado. Ele é feito por meio do posicionamento de várias peças (blocos) no solo, sem nenhum tipo de material colante, como o cimento. O que liga essas peças e mantêm-nas juntas é o atrito que uma provoca sobre a outra. Ou seja, juntas, elas se “intertravam” – daí o nome da alternativa.

Como é bastante resistente, o piso bloquete é indicado para espaços em que haverá grande tráfego de pessoas e/ou veículos. Por isso a opção é tão comum em calçadas e praças, e também em pátios de estacionamento e até na pavimentação das ruas.

Como o pavimento é instalado?

Para a instalação deste tipo de superfície, é necessário que os trabalhadores responsáveis sigam as recomendações da Norma Técnica NBR 15.953:2011 – Pavimento intertravado com peças de concreto — Execução, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). É essa regra que define as medidas de segurança e de qualidade para a execução deste piso.

De qualquer modo, a instalação dos bloquetes é um processo bastante simples. Primeiro, é necessário preparar o solo, nivelando-o e compactando-o. Em seguida, é importante espalhar pelo chão uma camada de areia, com altura entre 4 cm e 8 cm. Essa camada irá facilitar o assentamento das peças, e pode ser feita com areia comum, areia de dreno, ou ainda com pó de pedras.

Também é preciso fazer o alinhamento do pavimento. Geralmente, ele é feito de forma paralela à rua. Contudo, o alinhamento também pode ser feito de forma que as peças fiquem em posição perpendicular (de 90°) em relação ao meio-fio. Logo depois, é preciso posicionar os blocos de modo bastante próximo, para que eles se atritem e mantenham-se unidos.

O passo seguinte consiste no salgamento do piso, ou seja, no espalhar da areia pela superfície. Essa areia adentra as pequenas juntas entre os bloquetes, e assim aumenta sua capacidade de travamento. Por fim, é necessário fazer a limpeza do espaço, algo que pode acontecer tanto com a varrição, quanto com a ajuda da água.

Vantagens do piso bloquete SP

O aspecto visual deste tipo de pavimento é igualmente interessante. Isso porque, existem vários formatos e tamanhos de bloquetes disponíveis no mercado, e cada um deles pode criar uma bela decoração do solo.

Aliás, existem também diferentes cores de blocos, dando um pouco mais de “vida” ao solo. É possível encontrar, além das clássicas peças cinzas, blocos azuis, vermelhos e amarelos. Nenhuma das cores desbota com facilidade, e a beleza do piso é facilmente mantida.

Outra vantagem deste piso é que ele pode ser facilmente consertado, pois suas peças não estão fixas por um agente colante. Ou seja, caso uma das pedras do piso trinque ou sofra alguma outra avaria, é possível retirá-la e substituí-la. Sem a necessidade de uma grande obra, sem o trabalho de retirar grande parte do pavimento para o reparo.

Ao mesmo tempo, o piso bloquete SP permite a passagem da água para o solo. Afinal, as pequenas fissuras existentes entre uma peça e outra permitem essa permeabilidade. Mais do que evitar o acúmulo de líquido sobre a superfície, o que poderia causar, inclusive, enchentes, essa característica permeável do solo evita acidentes. Afinal, o acúmulo de água favorece o desenvolvimento do lodo, o que, por sua vez, facilita escorregões e acidentes dos indivíduos.

Ademais, este tipo de pavimento é uma ótima alternativa para quem deseja obter conforto térmico no ambiente. Isso uma vez que o piso não absorve muito calor, evitando assim que a superfície se torne muito quente. Como também reflete a luz solar, em cerca de 30%, o material pode auxiliar na economia com a iluminação do espaço.

Tipos de bloquetes

Como citado, são diversos os tamanhos e formas de blocos de piso intertravado disponível no mercado. Para a escolha entre um e outro, é interessante considerar especialmente o aspecto visual desejado, uma vez que cada forma garante um aspecto final bem particular da superfície.

Além disso, quando mais faces um bloquete tiver, melhor será sua fixação. Assim, para ambientes de tráfego extremamente intenso, o mais indicado é contar com peças cheias de lados, como o bloco de 16 de faces. Acompanhe os formatos de blocos intertravados:

Bloco 16 faces

Também chamado de bloco onda, este tipo de peça é uma das mais comuns, pois suas 16 faces promovem grande capacidade de intertravamento. Por essa caraterística, aliás, ele é indicado tanto para calçadas, quanto para locais com o tráfego de veículos.

Bloco retangular

Já o bloco holandês costuma criar um aspecto mais “organizado” do piso. Isso porque, sua instalação é feita com as peças posicionadas de modo vertical e horizontal, reforçando o aspecto de quebra-cabeça que o material possui. Ele é indicado especialmente para calçadas e, se utilizadas várias cores de peças, seu acabamento se torna ainda mais atraente.

Bloco sextavado

Um bloco hexagonal também possui esse enorme potencial decorativo. É comum que ele cubra a superfície de calçadas e passeios públicos. Ele não é o ideal, contudo, para locais onde há o trânsito de carros.

Blocos grama

Chamado também de pisograma, essa opção consiste em um bloco de concreto com furos nos quais a grama irá se desenvolver. Seu nível de permeabilidade é imenso, já que as plantas crescem ali. Contudo, é importante ter tempo para cuidar do passeio, pois a grama tende a crescer rapidamente, precisando ser podada de tempos em tempos.

Blocos raquete

Essa opção de pavimento une bloquetes com 8 lados e bloquetes quadrados em uma mesma peça. Ou seja, há um bloco octagonal, e um de seus lados tem grudado um quadrado. O resultado do “desenho” é semelhante ao de várias raquetes de tênis.

Bloco placa

Quem utiliza um bloco placa recebe um nível de travamento pequeno, mas um visual bastante interessante. A peça nada mais é do que um bloquete em formato quadrado.

Bloco de 3 pontas

Quando há a união de 3 pequenos hexágonos, o consumidor obtém o bloco de 3 pontas, que conta com 12 faces. Eles são ideais para calçadas e áreas externas, pois possuem alto nível de intertravamento.

Bloco ossinho

Finalmente, o bloco ossinho é um piso bloquete SP que lembra o formato de um osso, como aqueles que os cachorros roem em desenhos animados. As peças são muito utilizadas em calçadas externas e em estacionamentos.

Granitina

A granitina, também chamada de granilite, é uma opção de revestimento para pisos e paredes cada vez mais utilizada. Ela é produzida por meio da mistura entre cimento (comum ou branco), areia, água e fragmentos de pedras. Podem ser utilizados, por exemplo, pedaços de quartzo, mármore, granito e calcário.

Caso o consumidor deseje um piso colorido, pode acrescentar à massa o óxido de ferro. A proporção de cada material da mistura deve ser determinada por um especialista, de modo que atinja a consistência adequada ao ambiente. Por isso, é fundamental contratar um profissional para a aplicação do produto.

Quando a execução da obra com granitina é feita da forma correta, a superfície pode durar até 40 anos sem a necessidade de nenhum grande reparo. O material é, inclusive, mais resistente do que o cimento queimado, considerado um dos mais poderosos neste quesito. Essa resistência maior ocorre devido à presença dos minerais na massa.

O piso em granilite é indicado para os mais diversos ambientes, inclusive para aqueles que possuem grande tráfego de pessoas. Isso inclui, por exemplo, galpões, halls, áreas comuns, shoppings, hospitais, lojas e igrejas. Contudo, não é interessante fazer sua instalação em locais sujeitos a produtos químicos ou abrasivos, pois a superfície pode ser danificada pelos itens.

É importante destacar o belo visual deste tipo de pavimento. Com os fragmentos de pedras aparentes na superfície, a granitina proporciona uma incrível decoração ao espaço, podendo ser associada a diferentes tipos de ambientes e objetos. Para potencializar essa característica, é interessante escolher pedras que tenham cores semelhantes, e com tons que combinem com a decoração do imóvel. Assim, haverá homogeneidade e maior facilidade de harmonização nos ambientes.

Tipos de granitina

Existem dois tipos do piso granilite no mercado: o polido e o fulget. O primeiro é a melhor opção para ambientes internos, pois possui aspecto mais bonito e bem cuidado. Seu visual é brilhante e liso. Para obtê-lo, o responsável pela obra utiliza máquina de polimento e resina impermeabilizante sobre a superfície. A limpeza do pavimento é muito simples, pois sujidades não conseguem adentrar a área.

Já o fulget possui um resultado mais rústico, já que não recebe nenhum tipo de polimento ou resina. O material é áspero ao toque, e tem capacidade antiderrapante. Por isso, seu uso é mais interessante para ambientes externos, uma vez que estes espaços estão sempre sujeitos à chuva. Nessa situação, o piso áspero diminui consideravelmente a chance de escorregamento e de outros acidentes.

Vantagens do pavimento em granilite

São diversas as vantagens do piso em granitina, como a sua durabilidade. Com enorme resistência devido aos minérios utilizados, o pavimento dificilmente sofre avarias ou abrasão. No entanto, é importante contar com um profissional especializado no assunto durante a instalação, para que o piso ganhe a espessura e acabamentos corretos. Do contrário, sua durabilidade ficará bem aquém dos 40 anos esperados.

Outro benefício percebido no uso deste tipo de piso é o seu custo. Como são utilizados fragmentos de pedras, os materiais para composição da massa são mais baratos do que se comparados a outros, como o porcelanato. Considerando ainda estes fragmentos, é possível dizer que o produto é sustentável, uma vez que retira e utiliza pouco do que a natureza tem a oferecer.

Ao mesmo tempo, a granitina tem limpeza e manutenção bastante facilitada. No caso do material polido, é necessário apenas utilizar vassoura para a retirada de sujidades, e um pano limpo úmido para uma limpeza mais acurada.

É fundamental, contudo, nunca utilizar produtos abrasivos ou químicos na superfície. Se necessário algo mais “forte” para a limpeza, o produto indicado é o detergente neutro. Este cuidado vai evitar a ocorrência de riscos e trincas no pavimento. Aqui, ainda é possível reaplicar, periodicamente, uma nova camada de resina impermeabilizante sobre o piso. Geralmente, essa aplicação é feita a cada dois anos, e deve ser realizada por empresa especializada.

No caso do piso fulget, é interessante utilizar água e sabão neutro no momento da limpeza, esfregando-os sobre a superfície. Isso facilita a retirada de sujidades, uma vez que o visual rústico facilita o acúmulo de resíduos.

Finalmente, uma incrível vantagem da granitina é que ela pode ser facilmente recuperada. Neste caso, é possível fazer um novo polimento da superfície, ou aplicar uma nova camada de pedras. O resultado é de um aspecto novo em folha.

Como o piso de granitina é executado?

A aplicação do pavimento em granilite é relativamente simples, e requer, especialmente, o bom preparo do solo. Isso significa que é preciso limpar o chão e fazer o seu nivelamento. Logo após, o executor da obra faz o sarrafeamento da superfície, ou seja, deixa-a com aspecto mais áspero – o que melhora a aderência da massa. Por este motivo, aliás, a granitina não deve ser aplicada sobre gesso, cal ou fibrocimento.

Em seguida, são posicionadas juntas de dilatação, que “dividem” o espaço do piso em grandes quadrados. Essa divisão é importante porque diminui a ocorrência de fissuras, garantindo que superfície se manterá lisa e segura. No piso, é indicado que as juntas sejam posicionadas a cada um metro quadrado, aproximadamente. Todas as juntas devem ser fixadas no solo com o auxílio de uma camada de argamassa.

Assim que as juntas estiverem fixas, o responsável pela obra fará a distribuição da massa de granilite sobre o solo. É importante aguardar a secagem completa da superfície, algo que costuma demorar sete dias. O consumidor deve indicar, então, o acabamento que deseja: o polido ou o fulget.

Caso o acabamento desejado seja o polido, logo após a secagem do espaço será feita a impermeabilização do pavimento com uma resina. Em seguida, há a necessidade de polimento por uma máquina conhecida popularmente como “helicóptero”. Após mais alguns dias, o local poderá ser normalmente utilizado.

Já o acabamento fulget precisa ser feito antes da secagem total do piso. Nessa situação, é necessário retirar parte da argamassa do pavimento, esfregando sobre ele uma esponja molhada. Isso expõe alguns fragmentos de pedra, tornando a superfície áspera e antiderrapante. Depois, é preciso apenas deixar o material cumprir o restante de seu tempo de cura, e o piso estará finalizado.