Piso industrial

Existem dois tipos principais de piso industrial: o de cimento e o epóxi. Ambos possuem grande resistência, suficiente para suportar o tráfego de pessoas, máquinas e cargas bastante pesadas.

Para a escolha do melhor piso para a indústria, é fundamental contar com o auxílio de um profissional da engenharia ou arquitetura. Apenas o especialista poderá indicar a opção adequada àquele ambiente e às cargas que serão suportadas.

Dessa forma, a escolha pelo tipo de pavimento passa por algumas etapas. Primeiro, há a análise do terreno da indústria, que avalia a capacidade de drenagem e a compactação do solo. O profissional ainda vai indicar as especificações dos materiais necessários, e o modo de execução do projeto. Por fim, poderá sugerir o acabamento mais interessante à atividade, garantindo que o chão não sofra arranhões ou fissuras. Caso necessário, também poderá aderir à aplicação de caixas de passagem, canaletas e outros recursos.

Piso de concreto

São dois os modos de aplicação principais do piso de concreto em um ambiente industrial. O primeiro é feito apenas com o cimento simples, sem qualquer tipo de estrutura para reforço da superfície. Já no segundo caso, é utilizado o chamado concreto armado, que conta com uma malha de aço. A malha é posicionada no solo, e só depois a argamassa é distribuída.

Ambas as alternativas são muito resistentes, mas o concreto armado tem capacidade de resistência ainda maior, pois as armaduras conseguem controlar melhor as tensões a que o chão é submetido. Bastante quadriculadas, elas criam o suporte, especialmente, a impactos mecânicos. A malha de aço pode ser simples ou dupla, algo decidido de acordo com a tensão no pavimento. Além do aço, é possível utilizar macrofibras de origem polimérica.

O concreto para aplicação no piso é formado pela mistura entre cimento, água, areia e brita. Pode ainda receber aditivos, de acordo com o projeto estabelecido para o espaço. Antes de seu espalhamento, o solo é completamente trabalhado. É necessário, por exemplo, nivelar o chão, e fazer o terreno de fundação. Em seguida vem a sub-base, placas de concreto e as juntas, para que só depois haja a aplicação da argamassa.

As juntas de dilatação são parte fundamental dessa pavimentação. Elas separam todo o espaço em grandes “quadrados”, e devem ser fixadas no chão previamente, com argamassa. São as juntas as responsáveis por facilitar o nivelamento do concreto. Com elas, o piso também corre menor risco de sofrer avarias, como fissuras.

Piso epóxi

Já o piso epóxi é mais atraente visualmente do que o concreto. Isso porque, ele tem aspecto plástico e monolítico, sem nenhum tipo de divisão por juntas. A alternativa é frequentemente utilizada para indústrias, garagens, hospitais e aeroportos.

As vantagens obtidas ao se utilizar o epóxi são as mais variadas. A começar por sua alta resistência: o material suporta grandes cargas, não é danificado com impactos, e ainda é resistente a temperaturas altas ou muito baixas. Produtos químicos também não prejudicam o revestimento, uma característica muito interessante às indústrias, já que itens químicos fazem parte da maioria dos processos de produção.

Ao mesmo tempo, o produto possui alta durabilidade. Tanto devido à sua resistência, quanto à sua facilidade de limpeza. Sujidades dificilmente se acumulam sobre a superfície, eliminando o risco de manchas ou desgastes pela sujeira.

Outra característica interessante deste tipo de piso é sua capacidade impermeável. O produto não absorve nenhum tipo de líquido, o que também contribui para sua durabilidade. Além disso, ele é bastante seguro contra escorregões, mesmo que possua uma superfície lisa.

Ademais, o epóxi pode ser aplicado sobre as mais variadas superfícies. Ou seja, muitas vezes não é necessário retirar o piso já existente para aplicar o novo pavimento. Isso economiza valores e diminui a bagunça feita em uma obra, uma vez que não são gerados resíduos da superfície anterior.

Como é feita a aplicação do epóxi?

Esse tipo de piso industrial é feito de um plástico termofixo, chamado de resina epóxi. O material endurece quando misturado a um agente catalisador – é isso que cria a enorme resistência do produto. São dois os modos principais de aplicação do pavimento: o espatulado e o autonivelante.

No caso da aplicação espatulada, a resina epóxi é misturada ao quartzo, obtendo a consistência de argamassa. Ela então é espalhada como o cimento, cobrindo toda a extensão desejada. Essa alternativa é a ideal para locais que exijam alta resistência mecânica e à abrasão.

Utilizar o piso autonivelante, por outro lado, é indicado para quem deseja um processo mais prático. Aqui, a resina epóxi possui consistência líquida, e não conta com a adição de quartzo. Ela é aplicada no chão com rodos, de modo que seja espalhada pela superfície. Com espessura final entre 1 mm e 5 mm, a forma autonivelante é muito utilizada em locais como cozinhas, garagens, escolas e quadras esportivas.

Que piso escolher?

A escolha entre o piso de concreto, o epóxi e qualquer outro deve ser feita com o auxílio de um profissional da Engenharia ou Arquitetura. Avaliando todas as condições e medições da indústria, o profissional poderá indicar o material mais vantajoso ao ambiente.

De qualquer modo, como foi possível perceber, concreto e epóxi são cheios de vantagens. Além de muito resistentes, os produtos têm manutenção facilitada, o que é muito interessante para fábricas. Para a retirada de sujidades, basta utilizar água e sabão neutro. No caso de manchas, uma limpeza mais direta pode ser feita com o auxílio de bomba d’água ou bucha.

É importante destacar que, apesar de não serem escorregadias, as superfícies devem ter o menor acúmulo de água possível. Afinal de contas, a água pode facilitar acidentes. Basta ter atenção no dia a dia do trabalho, e garantir a higienização rotineira do espaço.

Ambas as alternativas também são bastante duráveis. Para sua manutenção, é recomendado apenas avaliar, periodicamente, a ocorrência de fissuras ou furos. Caso ocorram, é importante convocar o responsável pela obra e solicitar a reparação do piso. Assim, o cotidiano da indústria não será afetado. Em todo caso, essa necessidade é bem pouco constante.

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